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  Releases - Centro de Apoio aos Sindicatos Filiados à Findes - CAS

10/03/2010
Faturamento do setor de massas alimentícias cresce 4% em 2009

Dados da Abima apontam que as empresas do ramo faturaram R$ 5,2 bilhões no ano passado

O faturamento do mercado de massas alimentícias fechou 2009 com saldo positivo. De acordo com a Abima – Associação Brasileira da Indústria de Massas Alimentícias, o crescimento foi de 4%, atingindo R$ 5,2 bilhões, ante R$ 5 bilhões em 2008. O índice foi impulsionado pelo segmento de massas instantâneas e frescas, que teve expansão de 8% e pelo de massas secas, cujo aumento foi de 2%. Este último teve um índice mais modesto devido à variação do preço do trigo durante o ano.

O crescimento registrado em 2009 foi inferior ao alcançado em 2008. Naquele ano, a indústria cresceu 11% em comparação a 2007, quando o faturamento havia atingido R$ 4,51 bilhões. Nos últimos cinco anos, o faturamento do setor cresceu 18%.

O Sindimassas, sindicato que representa o setor no Espírito Santo, acredita que o aumento do faturamento da indústria local teve os mesmos índices da nacional, mas ficou abaixo das expectativas. “Se tivéssemos seguido a tendência dos últimos anos, o crescimento deveria ter sido muito maior. A crise financeira do ano passado atrapalhou bastante. Acreditamos que a indústria vai se recuperar em 2010”, declarou o presidente do Sindimassas, Alejandro Duenas.

O Brasil é terceiro maior mercado consumidor de macarrão do mundo, e em termos de consumo, o País perde apenas para a Itália e para os Estado Unidos. Porém, quando a estatística considerada é a per/capita, o Brasil desce para 13º lugar. Segundo o diretor do Sindmassas, Wellington Vilaschi, o consumo por habitante no Espírito Santo é de 7 kg, superando as 27 mil toneladas.

Preços

Alejandro Duenas revela que as indústrias do segmento estão negociando com os moinhos para evitar o aumento do preço do trigo, que vem sendo requisitado pelos produtores desde janeiro deste ano. “Não existe espaço no mercado consumidor para que haja aumento nos preços dos produtos”, disse.

A previsão da Abima é de que o preço do trigo possa ficar 5% mais caro, já que a safra do Brasil ainda é insuficiente e houve queda na produção do cereal na Argentina, principal fornecedor do país.

 




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