
Em 2009, 13.223 empresas de pequeno porte foram registradas no Espírito Santo. Em contrapartida, 200 fecharam suas portas no mesmo período. O motivo para a maioria delas é a falta de planejamento e gestão técnica.
Sem um projeto devidamente estruturado algumas empresas enfrentam problemas que culminam na falta de capital de giro para a manutenção. A ausência de um planejamento estratégico acaba se tornando a vilã das micro e pequenas empresas. E muitas vezes não é feito por falta de conhecimento da estrutura de um negócio ou de cálculo das despesas do início das atividades do empreendimento.
Segundo o superintendente do Conselho Regional de Administração do Espírito Santo – CRA-ES, Pedro Prêmoli, não basta apenas a construção do planejamento. É fundamental não desviar o foco. “A área empresarial exige disciplina. Não podemos fazer um plano e, na execução, esquecer do que foi planejado”, enfatiza.
A contratação de um profissional qualificado para a realização do planejamento estratégico pode evitar que o empreendedor invista em setores não lucrativos. Além de orientá-lo a redirecionar o projeto e torná-lo viável, fazendo com que o lucro venha em menos tempo. Na maioria dos casos, inicialmente, micro e pequenos empresários não possuem capital suficiente para empregar um profissional administrador no negócio. Nesses casos, como destaca Pedro Prêmoli, deve-se contratar consultores que conheçam as diversas ferramentas de controle na gestão.
Case
O administrador Victor Baião Tavares, diretor geral de uma empresa de eventos, ainda na faculdade montou sua empresa. “Ser estudante de administração foi fundamental para ser bem sucedido, devido aos amplos conhecimentos da área, que envolvem muitos outros setores como marketing, direito e contabilidade. Não imagino como seria montar uma empresa sem essa base”.
Outras ferramentas para o sucesso que Victor destaca são a força de vontade e a perseverança. Segundo o administrador é importante que o empreendedor trabalhe muito e saiba que a maturidade é essencial. “Quem quer ser grande tem que entender que isso é difícil e demora. Os lucros só aparecem a longo e médio prazo”, ressalta.
Dicas para o sucesso
Todos os ramos de atividades são lucrativos, desde que se conheça o mercado, o local onde a empresa será instalada, os fornecedores, os prazos de pagamento dos insumos, o público-alvo, a mão de obra, o prazo de retorno do investimento, taxas e impostos a serem pagos e mais do que tudo, que se tenha uma boa noção das despesas e receitas mensais do empreendimento. Tudo isso deve estar contido no planejamento estratégico, mas é importante o empreendedor observar algumas outras dicas que podem ajudar a chegar mais perto do sucesso.
O planejamento inclui um bom plano de negócios. Não basta ter dinheiro para começar se não houver uma reserva, caso o empreendimento não comece a dar lucro cedo. Misturar as contas pessoais com as da empresa também pode ser bastante prejudicial.
Analisar a concorrência e o mercado é fundamental, assim como a definição das funções de cada sócio da empresa, se existir mais de um. “O gerenciamento da mão de obra deve ser constante para não deixar o negócio desandar”, informa Pedro Prêmoli.
Outro ponto essencial é estar sempre atualizado sobre o setor no qual está investindo. É preciso reavaliar constantemente as necessidades do mercado e pesquisar se o seu produto continua atraente aos consumidores.